Abaixo, transcrevo o Discurso que tive a honra de proferir como orador das duas Turmas de Ciência Política, na colação de grau ocorrido no último dia 10/05/2007. Discurso este, concluído minutos antes de sua apresentação, face emergência. Obrigado a todos os colegas por me terem confiado tal missão.
Exmo. Sr. José Cardoso Viana, prefeito em exercício do município de Carauari; Ilma. Sra. Professora Sílvia Maria Rocha de Melo, coordenadora do curso de ciência política da UEA e representante da Magnífica Reitora desta universidade; Ilmo. Professor Daniel da Costa Passos, gerente da UEA/Carauari; Ilmo. colega Boanerges de Siqueira Cavalcante, representante do paraninfo das turmas; Ilma. Sra. Maria Huguett Vieira da Silva, secretária municipal de educação; Ilmo. Sr. Etevaldo Avelino Lobo, presidente da Câmara Municipal de Carauari; Ilmo. Ten. Targino Antônio de Souza, representante das forças armadas; Ilmo. Prof. Odvald Schreder, coordenador do curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas da UEA. Ilustríssimos professores e funcionários do Pólo em Carauari. Estimados colegas formandos do curso de Ciência Política, senhoras e senhores.
Inicialmente, quero agradecer pela oportunidade que me foi conferida em
representar as turmas neste ato. Digo que me é honroso poder ter sido uma das muitas opções, em face de impossibilidade imposta ao prestimoso colega Boanerges. Certamente, minhas palavras sequer se compararão com os ecos de suas considerações tão sempre repletas de lúcida propriedade. Tenho consciência da responsabilidade que significa representar este grupo, tão diferenciado, assim como é diferenciada a Universidade do Estado do Amazonas.
É com distinto sentimento de gratidão e júbilo, que nesta noite nos apresentamos como instrumentos de transformação e cooperação da so
ciedade a qual compomos. Instrumentos estes que, no decorrer de longos quatro anos e seis meses, foram devidamente afiados e restaurados, ante a ação pró-ativa desenvolvida dentro da Universidade. Com a mente e o espírito aguçados pelo conhecimento, já não somos mais meros espectadores das transformações sociais, mas sim, co-autores da ininterrupta dinâmica que nos cerca.
Nosso coração pulsando forte neste momento, sequer se compara com a apreensão que sentimos momentos antes de nossa primeira aula. Muitos de nós sequer um dia entraram no ambiente de uma universidade e tampouco compreendiam a dimensão da experiência que começariam. Mães, pais, profissionais das mais diversas áreas, empregados ou desempregados, alinharam-se num objetivo comum. E ainda que os desafios externos nos incentivassem a sucumbir tal intento, fomos fortes, corajosos, senão heróis, a tal ponto de estarmos hoje, triunfantes prestes ao reconhecimento oficial e prestes ao início de um novo e maior desafio. Sob a descrença dos agoureiros de sempre, desbravamos com outros pólos, a tecnologia da educação superior transmitida via-satélite, nos tornando personagens de uma história que talvez até os livros não o registrem, mas certamente será o marco de novos acontecimentos históricos que marcarão a vida de nossa cidade e nosso estado como um todo.
Esta nova história começou primeiramente ao marcar definitivamente nossas vidas, ao nos fazer enveredar no mundo da política e da administração pública. Disciplina após disciplina eram desvendados diante de nós, responsabilidades e direitos adquiridos que dantes não nos era perceptível. O primeiro desafio surgiu na própria convivência. Iríamos trilhar os caminhos da política – caminhos estes nem sempre tão consensuais. Em uma mesma sala, oposição e situação, passaram a conviver e debater diariamente sob a direção de inúmeros pensadores que, nesta via, nos auxiliaram na compreensão da áurea do curso: política é a arte do consenso.
Ninguém é dono de todas as verdades, assim como também ninguém é dono de ninguém a ponto de escravizá-lo, seja através de ideologias ou através de benefícios. Somos livres, se somos capazes de manter o diálogo sempre aberto a novas discussões, ainda que intrigantes ou contraditórias. Em um aprendizado silencioso, através da convivência, fomos forjados em respeito mútuo, como se pode comprovar nas amizades firmadas acima de qualquer diferença, acima de qualquer posicionamento político ou religioso.
Até no apagar das luzes, tratando-se do dia da colação, estes formandos que ora se fazem representar, demonstraram fraterna tolerância quando, ante a impossibilidade dos colegas adventistas, acordaram de que a colação deveria ocorrer na quinta-feira, para que ao menos, a maioria estivesse graduando juntos.
Outros desafios foram assumidos, dentre eles o da integração do curso com a comunidade. Precisávamos sem demora, retribuir de forma contundente o investimento social aplicado sobre nós. Surgiu então a Campanha de Limpeza dos Lagos e Igarapés, que contando com o apoio de outros segmentos da sociedade, deu um passo á mais no processo de conscientização popular. Visionária, esta campanha já anunciava a necessidade de cuidados urgentes com a natureza. Depois das últimas catástrofes, e tão somente, foi que o mundo começou a se movimentar assinalando para a preservação como prioridade e responsabilidade, inclusive, de governo.
Tal campanha nos aponta também para outra realidade: ninguém consegue vencer sozinho. A convergência de forças foi fundamental para o sucesso da operação.
Filantropia, seminários abertos ao público, interação nos movimentos de interesse coletivo, dentre tantas outras iniciativas, compuseram o conjunto de esforços dos - ainda - acadêmicos em Ciência Política.
Agora, como bacharéis, seremos instigados na busca de soluções para novas e maiores demandas. O que não nos será desconhecido, já que não olvidamos da prática, no processo de formação acadêmica.
Deste modo, nos cabe ser gratos. Primeiramente a Deus, que nos momentos em que nos faltou companhia nessa caminhada, nos foi Refúgio. E que dentre muitas outras pessoas, nos escolheu, para intervirmos de maneira positiva, em favor dos injustiçados e marginalizados, tendo por instrumento a política.
Inicialmente, quero agradecer pela oportunidade que me foi conferida em
É com distinto sentimento de gratidão e júbilo, que nesta noite nos apresentamos como instrumentos de transformação e cooperação da so
Nosso coração pulsando forte neste momento, sequer se compara com a apreensão que sentimos momentos antes de nossa primeira aula. Muitos de nós sequer um dia entraram no ambiente de uma universidade e tampouco compreendiam a dimensão da experiência que começariam. Mães, pais, profissionais das mais diversas áreas, empregados ou desempregados, alinharam-se num objetivo comum. E ainda que os desafios externos nos incentivassem a sucumbir tal intento, fomos fortes, corajosos, senão heróis, a tal ponto de estarmos hoje, triunfantes prestes ao reconhecimento oficial e prestes ao início de um novo e maior desafio. Sob a descrença dos agoureiros de sempre, desbravamos com outros pólos, a tecnologia da educação superior transmitida via-satélite, nos tornando personagens de uma história que talvez até os livros não o registrem, mas certamente será o marco de novos acontecimentos históricos que marcarão a vida de nossa cidade e nosso estado como um todo.
Esta nova história começou primeiramente ao marcar definitivamente nossas vidas, ao nos fazer enveredar no mundo da política e da administração pública. Disciplina após disciplina eram desvendados diante de nós, responsabilidades e direitos adquiridos que dantes não nos era perceptível. O primeiro desafio surgiu na própria convivência. Iríamos trilhar os caminhos da política – caminhos estes nem sempre tão consensuais. Em uma mesma sala, oposição e situação, passaram a conviver e debater diariamente sob a direção de inúmeros pensadores que, nesta via, nos auxiliaram na compreensão da áurea do curso: política é a arte do consenso.
Ninguém é dono de todas as verdades, assim como também ninguém é dono de ninguém a ponto de escravizá-lo, seja através de ideologias ou através de benefícios. Somos livres, se somos capazes de manter o diálogo sempre aberto a novas discussões, ainda que intrigantes ou contraditórias. Em um aprendizado silencioso, através da convivência, fomos forjados em respeito mútuo, como se pode comprovar nas amizades firmadas acima de qualquer diferença, acima de qualquer posicionamento político ou religioso.
Até no apagar das luzes, tratando-se do dia da colação, estes formandos que ora se fazem representar, demonstraram fraterna tolerância quando, ante a impossibilidade dos colegas adventistas, acordaram de que a colação deveria ocorrer na quinta-feira, para que ao menos, a maioria estivesse graduando juntos.
Outros desafios foram assumidos, dentre eles o da integração do curso com a comunidade. Precisávamos sem demora, retribuir de forma contundente o investimento social aplicado sobre nós. Surgiu então a Campanha de Limpeza dos Lagos e Igarapés, que contando com o apoio de outros segmentos da sociedade, deu um passo á mais no processo de conscientização popular. Visionária, esta campanha já anunciava a necessidade de cuidados urgentes com a natureza. Depois das últimas catástrofes, e tão somente, foi que o mundo começou a se movimentar assinalando para a preservação como prioridade e responsabilidade, inclusive, de governo.
Tal campanha nos aponta também para outra realidade: ninguém consegue vencer sozinho. A convergência de forças foi fundamental para o sucesso da operação.
Filantropia, seminários abertos ao público, interação nos movimentos de interesse coletivo, dentre tantas outras iniciativas, compuseram o conjunto de esforços dos - ainda - acadêmicos em Ciência Política.
Agora, como bacharéis, seremos instigados na busca de soluções para novas e maiores demandas. O que não nos será desconhecido, já que não olvidamos da prática, no processo de formação acadêmica.
Deste modo, nos cabe ser gratos. Primeiramente a Deus, que nos momentos em que nos faltou companhia nessa caminhada, nos foi Refúgio. E que dentre muitas outras pessoas, nos escolheu, para intervirmos de maneira positiva, em favor dos injustiçados e marginalizados, tendo por instrumento a política.
Nossa força nasce no apoio de nossas famílias. Por isto, pais e mães, esposos e esposas, filhos e irmãos, para vocês nossos diplomas! Obrigado por nos incentivar, cada um ao seu jeito. Tudo começa em nossas famílias e devemos celebrar juntos! Aquilo que era um sonho, hoje é mais um objetivo conquistado.
Obrigado sociedade amazonense, pelo investimento em nós;
Obrigado sociedade amazonense, pelo investimento em nós;
Obrigado ao prefeito Bruno Ramalho e sua equipe administrativa, pois foi ante sua intervenção em conjunto com o Dep. Luiz Castro, que o Pólo em Carauari foi realidade, já que os planos eram direcionados somente para Eirunepé;
Obrigado à nossos professores assistentes, destacando, como não podia deixar de ser, professoras Alvacy Aguiar e Ione Pereira, que estiveram conosco na maior parte do curso e foram fundamentais, senão indispensáveis para os frutos de hoje. A UEA deve seus méritos a vocês.
Obrigado ao ex- governador do Estado do Amazonas Amazonino Mendes, por ter tido o vigor e a coragem de acreditar no potencial intelectual existente no interior, independendo de quanto isto custe.
Obrigado ao nosso ex-Magnífico Reitor Lourenço Braga, por ter arquitetado esta Universidade, face o desafio um dia entregue em suas mãos, através de um Decreto que o nomeava Reitor, sem ao menos a Universidade existir. Temos grande honra em sermos contados como legado de sua existência.
Obrigado a todos os nossos colegas de trabalho e superiores, que com sua compreensão, contribuíram com esta conquista.
Por fim, se nossa memória nos traiu ao não recordar de outros nomes, pedimos contritamente perdão. Mas que nossos bons frutos, contribuam com uma vivência digna e justa para você e seus familiares.
Em recordação não poderíamos deixar de registrar nesta solenidade o orgulho, a alegria, a maravilha que foi poder convivido com amigos como Ivaney Carlos e Valci Teles. No transcorrer do curso tiveram de nos entristecer com suas despedidas e nos fazer herdar grande saudade. Neste momento, peço uma salva de palmas para ambos.
Agora, meus caros colegas, esse manancial de conhecimentos aos quais tivemos acesso está à disposição de nossa instituição e creio que temos o compromisso de continuar aplicando, difundindo e por via de conseqüência, gerando mais conhecimento a serviço da pronta resposta aos anseios dos cidadãos, razão de ser e fazer da instituição.
Obrigado a todos os nossos colegas de trabalho e superiores, que com sua compreensão, contribuíram com esta conquista.
Por fim, se nossa memória nos traiu ao não recordar de outros nomes, pedimos contritamente perdão. Mas que nossos bons frutos, contribuam com uma vivência digna e justa para você e seus familiares.
Em recordação não poderíamos deixar de registrar nesta solenidade o orgulho, a alegria, a maravilha que foi poder convivido com amigos como Ivaney Carlos e Valci Teles. No transcorrer do curso tiveram de nos entristecer com suas despedidas e nos fazer herdar grande saudade. Neste momento, peço uma salva de palmas para ambos.
Agora, meus caros colegas, esse manancial de conhecimentos aos quais tivemos acesso está à disposição de nossa instituição e creio que temos o compromisso de continuar aplicando, difundindo e por via de conseqüência, gerando mais conhecimento a serviço da pronta resposta aos anseios dos cidadãos, razão de ser e fazer da instituição.
Platão já dizia: a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.
A escritora adventista Ellen White também já motivava: nunca penseis que aprendestes suficiente e que agora podeis afrouxar vossos esforços. Vossa educação deve continuar a vida inteira. Deveis aprender todos os dias e pôr em prática os conhecimentos adquiridos.
Neste dia, somos oficialmente investidos como bacharéis. No entanto, não nos é investido somente um título, mas a esperança de todo um povo que, assim como nós, tem sede de igualdade social, justiça, segurança, saúde, geração de emprego e renda e, especialmente, educação.
Com este pensamento, finalizo com a frase do filósofo chinês Kwantsu, do século III a.C, que nos convida a refletir sobre a importância de buscarmos sempre mais informação e conhecimento:
Se planejamos para um ano,
Devemos plantar cereais...
Se planejamos para uma década,
Devemos plantar árvores...
Se planejamos para uma vida inteira,
Devemos treinar e educar os homens...
Muito obrigado.
Se planejamos para um ano,
Devemos plantar cereais...
Se planejamos para uma década,
Devemos plantar árvores...
Se planejamos para uma vida inteira,
Devemos treinar e educar os homens...
Muito obrigado.
2 comentários:
Parabéns por essa conquista! Falo de coração, ainda mais porque sou simpatizante deste curso...
O progresso vem montado nos lombos da educação e do conhecimento.
E que estes 4 anos e meio sejam usados pro bem da comunidade carauariense.
Parabéns mesmo! o/
não gostei do seu texto por que não era o que eu queria é uma coisa super difernte envolvida a formatura e... é uma coisa doida por favor peço desculpas,mas não gosteiiii se puder fazer outro agradeço
Postar um comentário